quinta-feira, 29 de junho de 2017
















Quando olhei novamente
já havia passado
eu poderia voltar
e quem sabe veria
decidi não fazê-lo
e fiz essa escolha
melhor iludido
pensando que era
que desapontado
revelado o mistério













O que não querias
e rejeitavas
o que desprezavas
e sequer cogitavas
nem indagavas
para saber o que era

Aquilo que estava
e que sempre estivera
aquilo que seria
o que jamais esperavas
que fosse um dia
a tua certeza
a tua alegria
















O manacá encantado
desabrocha branco
o manacá delicado
desabrocha rosa
o manacá desabrocha
o branco e o rosa
e nos encanta
com sua delicadeza














Segunda era preto
terça era cinza
quarta era branco
quinta era verde
sexta era santa
padroeira das cores
sábado era ouro
domingo brilhante
até às dezoito
muda-se tudo
trocam-se as tintas
a vida pinta a semana
com as cores que ela deseja
pode ouro a segunda
a terça se alegra
pode verde e amarelo
a quinta se confunde com a quarta
pode vermelho
azul, branco e rosa
o sábado começa na sexta
e pode arco íris
até quando termina o domingo

sexta-feira, 23 de junho de 2017





















Aqueles que buscaram respostas
passo horas
procurando descobrir
o que encontraram para minhas perguntas
olhando as estrelas
releio mentalmente os parágrafos
novamente releio
e os penso distantes
tão distantes
quanto as estrelas que vejo
mas são eles desafios
não são eles estrelas
então fecho a janela
e para eles retorno
uma fera me espera
uma fera me encara
desisto e sou devorado
ou resisto e descubro
que há outras perguntas
que não foram feitas











Desejo
que a porta se abra
e detrás dessa porta
outras portas
estejam abertas
Desejo
que a viagem prossiga
livre e não se detenha
em porta alguma
que se encontre fechada
e caso esteja
que se tenha aprendido
como fazê-lo
para que ela se abra














Arroz com feijão
purê de mandioca
farinha de milho
e torresmo
bife com ovo frito
limão à vontade
na salada verde
ai, que pobreza
diria o esnobe
ai, que delícia
diriam os deuses