sábado, 16 de dezembro de 2017













o caminho te espera
você também espera o caminho
você pensa o caminho
como aquilo que passa
você pensa você
como aquele que avança
o caminho é mais largo
você apressa seus passos
o caminho é estreito
você se cansa e repensa
o caminho é distância
que nunca se alcança

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017












há poemas ocultos
 silenciosos nas sombras
entes imaginários
que o poeta busca inutilmente
navegando solitário 
em seus pensamentos
confessando distraído 
os seus sentimentos











um dia ao abrir a janela
verei a noite prateada
bordada de estrelas
repleta de lua
fecharei então a janela
para que um velho poeta
repousando vencido
continue fingindo
que permanece dormindo








a poesia atrita
por onde desliza
assim esfolada, ferida
mergulha no raso
e atinge o profundo
contudo, se é indagada
responde em silêncio
a respeito de tudo
e confessa aos ventos
que não sabe de nada

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017










Quando olhei para trás
Você me acenava
E alegre ao ver-te ali
Permaneci olhando pra trás
Só depois compreendi
Que meu olhar se lembrava de alguém
E me fazia pensar
Que fosse você aquela que vi



terça-feira, 12 de dezembro de 2017








de onde tudo nasce
viemos eu e você
para onde tudo retorna
iremos eu e você
se por acaso
nestas idas e vindas
encontrarmo-nos
eu e você
até pode ser
que sem percebermos
você seja eu
eu seja você







quando aprendi
descobri o porquê
aí você vem e me diz
por quê?
volto então a pensar
no que vou te dizer